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Área pública

Processo · Versão 2

Como funciona a imersão

Como uma visita ao Vale nasce, é desenhada e acontece. Esta versão incorpora o que aprendemos nas três primeiras imersões (Auditoria, Tesouraria, AI DLC) e ajusta o processo onde a prática mostrou que precisava mudar.

Por que existe

A relação do Hub com o ecossistema do Vale é finita. Cada empresa, professor ou fundo que recebe um diretor do Itaú decide se vale a pena receber o próximo. Imersões mal preparadas queimam essa relação rapidamente.

A entrevista pré-visita é o gate que separa visita boa de turismo corporativo. Sem ela:

O que as três primeiras visitas ensinaram

As imersões de Auditoria, Tesouraria e AI DLC entregaram valor real — as empresas certas, o conteúdo certo, grupos engajados. Mas a operação mostrou onde o processo precisava de mais disciplina: grupos grandes demais numa sala só, agenda fechada em cima da hora, falta de um ponto focal por grupo, e o time do Hub assumindo a montagem que deveria partir do visitante. O princípio que organiza tudo: o Hub é um conector, não o dono da viagem. A viagem é da área.

Princípios que orientam

Quatro princípios que orientam toda decisão de agenda. Quando dúvida operacional aparecer, voltar aqui.

  1. Priorizar agendas que geram negócioMais tangíveis, mais fáceis de pedir, mais fáceis de medir resultado depois. Inspiração estratégica é importante mas não é o piso.
  2. Proteger o ecossistemaNão repetir mesmas visitas externas sem razão de negócio nova. Se a Vercel já recebeu 3 grupos do Itaú em 6 meses, o quarto pedido precisa de justificativa real.
  3. Meio dia no Hub não é negociávelToda visita passa pelo Hub. Apresentação do que fazemos, demos, conversa com o time. Depois, agenda personalizada. Sem essa âncora, a visita não é do Hub.
  4. A BU paga pela imersãoO custo da imersão vai para a área de negócio que está visitando. Faz o visitante pensar antes de pedir e gera skin in the game.

As três portas de entrada

Uma visita pode nascer de três jeitos. O processo é o mesmo depois que ela entra, mas é útil saber por onde começou.

PortaComo nasceExemplo
A área pedeUma área de negócio procura o Hub porque quer vir ao Vale“Quero trazer meu time pra entender o que está acontecendo de IA em auditoria”
O Hub aproveita um ganchoAlguém do Hub vê que a pessoa já vem por outro motivo e oferece montar uma agenda em volta“Vai ter um evento de design, e já que você vem, a gente monta uma agenda no Vale”
O Hub puxaO Hub identifica uma área que precisa ver o que está acontecendo e provoca a vinda“Tem muita coisa mudando que vocês de risco não estão vendo. Se não vierem agora, vão correr atrás depois”

Classificação da visita

São três tipos de visita, e o que o Hub faz muda em cada caso. A entrevista é o que define em qual tipo cada visita se encaixa.

TipoO que éO que o Hub fazO que o Hub não faz
A · Problema específicoVisitante tem um problema definido. Ex.: “quero entender como resolver fraude com AI”Conecta com ecossistema relevante, monta agenda focada, aloca tempo do time técnicoNão pesquisa o mercado inteiro pelo visitante
B · Exploração estratégicaQuer entender o ecossistema para informar estratégia. Ex.: “ver o que bancos americanos fazem de AI”Meio dia no Hub + 2 ou 3 encontros relevantesNão monta uma semana inteira de agendas · visitante precisa trazer homework
C · Turismo ou inspiraçãoQuer respirar o ar da Califórnia, se inspirar, ver de pertoUm dia no Hub + sugere eventos públicos, restaurantes, dicasNão dedica tempo do time para agendas personalizadas
Tipo C não é problema

Visitas Tipo C têm valor (inspiração, exposição, sinalização interna). O erro é vendê-las como Tipo A · prometer entregar resultado que não cabe no formato. Classificar corretamente protege expectativa.

O cardápio

Depois da entrevista, o Hub devolve ao visitante um cardápio de opções — não uma agenda pronta. O visitante escolhe como quer fazer.

OpçãoO que o Hub entregaO que fica com o visitante
1 · Você se viraO Hub dá a lista de empresas e os contatos que tem. Ajuda a pensar e sugere o que vale a pena ver.O visitante monta a própria agenda e faz os próprios contatos.
2 · A Tupii montaA Tupii monta a agenda completa: empresas, transporte, refeições. O Hub conecta com as áreas e faz o check com Compras no fim.O visitante escolhe o nível e valida a agenda.
3 · Add-onAlém da agenda da opção 2, um extra: um jantar, um evento, um formato especial. Custa mais.O visitante decide se quer e arca com o custo adicional.
Em todas as opções, duas coisas são fixas

Meio dia no Hub + um dia em Stanford são obrigatórios em qualquer opção. É a âncora que faz a visita ser do Hub. E eventos da semana (Stanford, Bay Area) podem ser oferecidos como add-on em cima de qualquer tipo de visita.

Regras invioláveis

Regras que valem independente do tipo de visita. Exceções precisam de aprovação.

Fluxo de ponta a ponta

Da hora que a visita entra até a hora que o grupo volta pro Brasil. Cada passo tem um responsável.

  1. Visita entra por uma das três portas — datas e nº de pessoas definidos
  2. Mensagem template enviada, com data limite de resposta
  3. Entrevista conduzida (call de 20 min, áudios ou texto)
  4. Síntese preenchida em até 24 h — sem síntese, não se monta agenda
  5. Cardápio devolvido com as três opções e a lista de empresas
  6. Kick-off de 15 min com cada pessoa do grupo
  7. Checkpoint com Compras sobre a lista de empresas
  8. Agenda desenhada pela Tupii (opção 2 ou 3) em até 48 h
  9. Ritual de alinhamento antes ou no dia da chegada
  10. Visita acontece: meio dia no Hub + um dia em Stanford + agenda customizada
  11. Fechamento e histórico: gravação, resumo e registro